Combinei com minha mãe que iria de moto, porque provavelmente eu ficaria mais tempo que eles lá. Estava preocupado por que, no domingo à noite, um funcionário da Tresspol (onde meu pai trabalha) faltou e meu pai teve que substituí-lo. Assim, ele estaria trabalhando na hora da entrevista.
A manhã foi chuvosa, só parou mesmo de chover bem na hora de eu ir. Encontrei minha mãe em frente ao Fórum, e ela disse que meu pai viria direto da fábrica (fiquei feliz porque ele realmente estava lembrando e dando importância à entrevista). Ele chegou bem em cima da hora, e nós esperamos e frente à salinha onde o pessoal nos entrevista.
A Elizângela e a Ticiane logo desceram, e chamaram meus pais. Eu fiquei sozinho lá fora, mas não estava tenso ou nervoso, estava de boa. Depois de uns 20 minutos eles saíram, e elas me chamaram. Me despedi deles e entrei.
Não perguntei nada de meus pais à elas, fomos direto ao preenchimento da ficha. Comecei já um tanto confuso, pois eu queria um filho, mas estava aberta à opção de pegar irmãos. Por fim, depois de uma breve conversa com as meninas, optei por filho único mesmo, de 2 a 4 anos, menino de qualquer etnia.
Elas iam perguntando e preenchendo a ficha. Se eu quisesse poderia ser bem restrito no tipo de criança que eu queria, mas eu fui bem aberto com relação à traumas e problemas de saúde tratáveis. Só marquei não em crianças com problemas de saúde permanentes ou graves e com deficiência fisica ou mental (por realismo, afinal, sou sozinho).
Quando terminamos, elas disseram que agora iam enviar o laudo ao promotor e dele para o juiz. Eu me espantei, e perguntei sobre a visita na casa. Elas disseram que era opcional a elas fazer ou não a visita, e que estavam tranquilas quanto à mim, por isso não a fariam agora.
Fiquei muito feliz, porque isso significava o fim das etapas de avaliação antes do juiz. Agora é só esperar a aprovação (ou não, mas isso não vai acontecer ~risos~) do meu cadastro e entrar na fila de espera. Obviamente que perguntei, e elas disseram que o tempo pode variar, uma vez que os processos na Infância e Juventade correm de acordo com prioridade. Pode levar alguns meses, mas fiquei feliz mesmo assim.
Quando saí de lá, fui para a casa da mãe saber o que ele perguntaram na entrevista. De um modo geral, tanto ela quanto meu pai falaram bem de mim (minha mãe só faltou me pintar de ouro. Mas, segundo ela, só disse a verdade mesmo). Meu pai no começo comentou ser contra a adoção, mas que me apoiava, e no fim da entrevista estava perguntando se demorava muito.
Agora só esperar a sentença do juiz. :D