quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

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E se eu recebesse agora a ligação que tanto espero? Que início de ano abençoado seria... :/

Um Rápido Alarme Falso



Meu coração acelerou agora.

Estava assistindo um filme (Louca Obsessão, tinha acabado o livro e resolvi rever o filme que assisti tantas vezes na infância), quando chegou um mensagem no Messenger, era a Tamar, minha ex-professora de Português do Cefam, PCNP de Língua Portuguesa e atualmente uma amiga que sabe da adoção e apoia totalmente. 

Ela perguntava se eu estava bem. Como não temos o costume de torcar mensagens, despertou em mim que seria alguma coisa relacionada à adoção. Bem nessa hora meu celular trava, então parei o filme e fui para o computador. Enquanto tentava conectar, meu coração batia acelerado, e a pergunta latejava na minha cabeça "será?", "terá ela encontrado alguém que não quer mais o filho", dentre outras.

Pois que acertei. Ela me contou que na Santa Casa de Jales havia nascido um menino e a mãe não o queria, que possivelmente ele iria para o abrigo. Claro que aí meu ânimo esfriou, porque era fora da minha faixa etária. Mas disse que ligaria para a Joana, que quer um bebê. Aproveitei para deixar a Tamar ciente que eu posso pegar caso ela saiba de algum caso dentro da minha faixa etária, e ela terminou dizendo que não se esquece de mim. 

Liguei, passei o caso para a Joana (para o Nilton ligar lá caso tenha algum contato) e fiquei aqui, com o coração semidisparado e uma pequena angústia que sempre fica quando esse tipo de coisa acontece. É uma sensação ruim, como quase ganhar na loteria e errar por um número.

Mas por outro lado, serviu para me relembrar, nesses tempos em que me sinto muito sozinho, qual o meu objetivo, o quanto ele vai precisar de mim e qual deve ser meu real foco na vida. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Choro




Estava dentro de casa, navegando na internet, quando escutei um choro de criança, daqueles que misturam medo e dor. Uma espécie de instinto se apoderou de mim, pulei rápido da poltrona e saí para ver de onde vinha isso. A única criança que vi foi uma que passou no colo da mãe, um menino de uns três ou quatro anos, mas que conversava, sem sinal de choro.

Fiquei um pouco intrigado e na hora passou pela minha cabeça se não era imaginação... Mas ao mesmo tempo, veio a ideia de que, quem sabe, aquele não foi meu filho chorando, em algum lugar? E  sealgum tipo de ligação (aquela que eu já sinto) me fez perceber?

Pode parecer fantasioso, mas quem sabe?

Fiquei um tempinho com o coração apertado, imaginando pelo que ele está passando nesse momento.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Mais Um Sonho

E mais uma vez sonhei com algo relacionado à adoção....

Dessa vez, eu estava em casa, me preparando para ir para a escola, quando meu celular tocou. A agenda acusou "Priscila", que seria (no sonho) a Assistente Social. Eu me lembro bem da sensação quando atendi o telefone, minhas mãos esquentaram, meu coração acelerou e me senti extremamente ansioso... quase posso sentir isso ainda. O resto do sonho é meio confuso, me lembro de esperar o dia todo no telefone porque ela estava verificando algumas coisas, alunos aparecendo na minha casa enquanto eu sinalizava que não poderia falar com eles, algo sobre um casal que faria inseminação artificial e me dariam uma das crianças caso viessem gêmeos. O fim do sonho foi eu combinando com essa Priscila de jantarmos, acho que na Picanharia, onde ela me explicaria todos os detalhes do processo.

Depois disso eu acordei. Foi um sonho bem sem sentido, mas a parte de atender o telefone e sentir tudo isso foi quase uma preparação que meu cérebro resolveu fazer para quando esse dia chegar. rs

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Um desenho

Hoje me veio a inspiração para um desenho sobre meu desejo de ser pai... Fiz uma primeira versão de corpo inteiro, depois fiz essa, da qual gostei mais:


É uma situação que acho super carinhosa entre pai e filho, essa de carregar nos ombros.

Pressentimentos


Dias antes de receber o parecer do juiz de que eu estava aprovado como candidato à adoção, eu estava com uma sensação de que algo estava por vir, tanto que todo dia visitava a caixinha de correio porque eu tinha certeza que algo estava para chegar sobre meu processo.


Pois bem, de uns dias para cá, a mesma sensação voltou, como se algo estivesse para acontecer eu eu devesse ficar alerta. Cada toque do celular é um salto, eu não desgrudo dele um segundo sequer... mesmo quando vou nadar, deixo ele no banco próximo a piscina para ouvi-lo caso toque. Ao mesmo tempo, há um sentimento de urgência financeira, uma preocupação com o tanto de dinheiro que eu tenho guardado, como se precisasse logo juntar uma quantia considerável para receber meu filho.

São sensações, uma espécie de pressentimento ou intuição de que está para acontecer... Não sei se é legítimo, claro, ou se é fruto das duas experiências que tive esses dias, mas a coisa toda é forte. Lembro também que, no início do ano eu disse para algumas pessoas que eu tinha a impressão de que meu filho era para este ano. 

Então, provavelmente pode ser tudo coisa da minha cabeça, mas essa sensação é realmente gostosa de sentir, é quase instintivo. como se eu já não fosse precisar esperar tanto.

Quem sabe?

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Um Encontro Inusitado

Mais um acontecimento inusitado, do tipo que mexe comigo...

Estava indo para o CPP nadar, quando, passando pela rua oito, vejo o Júlio (que trabalha no abrigo) vindo com duas crianças, uma menina de uns 10 anos e um menininho. Parei a moto para conversar com ele, dizer que as doações de jogos iam dar certo, pois a Priscila tinha conseguido com várias pessoas e tudo o mais.

Assim que parei a moto e apertei a mão do Júlio, o menininho veio na minha direção, e eu apertei a mão dele também. Na hora, ele perguntou, umas duas vezes:

- É seu pai?

Então se aproximou e encostou a cabeça na minha perna, que estava meio dobrada pela moto, como alguém que quer deitar no colo, querendo ficar um tempo ali. Tomado de surpresa, eu afaguei a cabeça dele, e o Júlio explicou que eu era um amigo.

O menino então voltou para a calçada. Eu não aguentei e perguntei a idade dele para o Júlio: 4 anos.

Me despedi do Júlio e fui pra piscina... mas a cena ficou martelando em minha cabeça, principalmente o comportamento do menino. Pior ainda foi quando percebi que talvez a pergunta dele fosse outra, e pela voz infantil eu não tenha entendido direito:

- Esse é o pai?

Por conta do comportamento que ele teve de carinho comigo. Isso ficou martelando tanto na minha cabeça que nem consegui nadar direito;. Passa tanta coisa na cabeça... se poderia ser ele, se isso é um sinal, se eu deveria ir no abrigo visitar as crianças de lá... é mais uma emoção para esses dias de espera... E fica uma sensação de espera, como se fosse aquele realmente meu filho e o Fórum fosse ligar à qualquer momento. É uma situação muito estranha, mas também gostosa...

E agora me resta orar para que esse menino, que parece tão carinhoso, encontre ou retorne para um lar cheio de amor. E eu não reclamaria se esse lar fosse minha casa.