Mais um acontecimento inusitado, do tipo que mexe comigo...
Estava indo para o CPP nadar, quando, passando pela rua oito, vejo o Júlio (que trabalha no abrigo) vindo com duas crianças, uma menina de uns 10 anos e um menininho. Parei a moto para conversar com ele, dizer que as doações de jogos iam dar certo, pois a Priscila tinha conseguido com várias pessoas e tudo o mais.
Assim que parei a moto e apertei a mão do Júlio, o menininho veio na minha direção, e eu apertei a mão dele também. Na hora, ele perguntou, umas duas vezes:
- É seu pai?
Então se aproximou e encostou a cabeça na minha perna, que estava meio dobrada pela moto, como alguém que quer deitar no colo, querendo ficar um tempo ali. Tomado de surpresa, eu afaguei a cabeça dele, e o Júlio explicou que eu era um amigo.
O menino então voltou para a calçada. Eu não aguentei e perguntei a idade dele para o Júlio: 4 anos.
Me despedi do Júlio e fui pra piscina... mas a cena ficou martelando em minha cabeça, principalmente o comportamento do menino. Pior ainda foi quando percebi que talvez a pergunta dele fosse outra, e pela voz infantil eu não tenha entendido direito:
- Esse é o pai?
Por conta do comportamento que ele teve de carinho comigo. Isso ficou martelando tanto na minha cabeça que nem consegui nadar direito;. Passa tanta coisa na cabeça... se poderia ser ele, se isso é um sinal, se eu deveria ir no abrigo visitar as crianças de lá... é mais uma emoção para esses dias de espera... E fica uma sensação de espera, como se fosse aquele realmente meu filho e o Fórum fosse ligar à qualquer momento. É uma situação muito estranha, mas também gostosa...
E agora me resta orar para que esse menino, que parece tão carinhoso, encontre ou retorne para um lar cheio de amor. E eu não reclamaria se esse lar fosse minha casa.
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