segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A ficha cai mais uma vez


Depois da devolutiva, em especial depois de saber que provavelmente sou o primeiro da fila da minha faixa de perfil, a ficha vem caindo de forma muito legal...

Me peguei pensando, outro dia: "Nossa, sofri desde o início da adolescência por não poder ter filhos e aqui estou eu, prestes a ser pai".


Outras vezes me acomete o pensamento de que a qualquer momento, pode ser amanhã ou daqui a um ano, mas a qualquer momento agora, eu vou ser pai de repente. Isso me provoca muitas sensações boas, uma espécie de calor fraternal gostoso dentro do peito, uma felicidade constante.

E para coroar tudo, sempre que vou ao centro da cidade, passo pela rua 08, e o abrigo fica nesta mesma rua. Nesse sábado, pela primeira vez, vi um grupo de crianças saindo do abrigo, indo a algum lugar com uma cuidadora. E tinha um menino, de uns 3 a 4 anos, muito animadinho. Fiquei imaginando "já pensou se esse fosse o meu?", sendo invadido por um sentimento gostoso de expectativa.

É maravilhoso sentir tudo isso acontecendo. Sinto-me realmente grávido, e passo  muito tempo imaginando nossos momentos juntos, vê-lo crescer, os ensinamentos, tudo. Ao mesmo tempo fico um pouco triste por imaginar que talvez ele esteja, nesse momento, sofrendo, e às vezes rezo e canto muito por ele, peço proteção, paciência e esperança.

Parece que algo redespertou dentro de mim, algo escondido por meses turbulentos na Coordenação, mas que agora retornou com toda a força.

E a ansiedade? Minha nossa, cada dia maior.


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