O segundo dia transcorreu muito mais tranquilo que o primeiro. Eu estava bem mais à vontade para falar, e já fui preparado para falar de toda a minha preparação para a adoção. Falamos basicamente disso, e foi bacana notar que a psicóloga e a assistente social pareceram impressionadas com as mudanças que tive para chegar até a adoção.
Elas abordaram novamente o tópico da minha falta de paciência para relacionamentos, dizendo haver um contraste muito grande nisso e em toda minha disponibilidade em ter um filho. Isso gerou toda uma reflexão em mim, que se propagou pelo resto do fim de semana. Perguntaram se haveria algum problema em entrevistar meus pais, já que eu era adotante solteiro e elas precisavam de um segurança, caso acontecesse algo comigo. Eu disse que tudo bem, claro.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Primeiro dia da Entrevista
Saí da escola mais cedo, passei em casa, almocei e tomei banho. Com achava que ainda estava muito cedo, li um pouco anttes de ir. Eu estava super tranquilo com a entrevista.
Estava, porque ao subir as escadas do fórum, minhas pernas bambearam e eu comecei a ficar meio nervoso... rsrs
O guarda pediu que eu subisse e aguardasse. Era um corredor frio. Esperei alguns minutos lendo (Ordem da Fênix) e por fim a psicóloga e a Assistente Social vieram. Nós tornamos a descer e fomos até o fim do corredor, onde comecei a fazer algumas piadas (eita válvula de escape).
A sala era composta de uma mesa de escritório, com cadeiras em ambos os lados. Elas se sentaram bem de frente a mim, se apresentaram e pediram alguns dados pessoais. Depois disso disseram que era uma conversa, que eu não deveria ficar nervoso e tudo o mais (até parece que eu iria conseguir rs).
Elas pediram que eu falasse de mim, e eu não soube muito bem por onde começar. Quando comecei, falando sobre a vontade de ser pai, elas iam aproveitando os ganchos do que eu dizia para fazer outras perguntas.
Falei de paternidade, infância, mudança de casa, meus pais, meu trabalho, meus afilhados e terminamos falando da minha homossexualidade. Nossa, eu gesticulei demais (até acertei os dedos na mesa, doeu) e engasgava em algumas palavras. Realmente bateu um certo nervosismo.
Curiosamente elas disseram que eu me soltei muito mais depois que falei sobre ser homossexual, apesar de eu realmente não me preocupar em nenhum momento que isso fosse um empecilho.
Acabamos marcando a próxima entrevista (será que posso chamar assim?) para a próxima quarta-feira, 13h30.
Quando saí da sala, vi que elas agoram iam conversar sobre mim.
Enfim, não ouso dizer que fui maravilhoso na entrevista, o nervosismo atrapalhou bastante, e estou até um pouquinho chateado por não conseguir dizer as coisas da maneira que queria. Mas sei que é passageiro, e nos próximos encontros eu vou me soltar mais.
Estava, porque ao subir as escadas do fórum, minhas pernas bambearam e eu comecei a ficar meio nervoso... rsrs
O guarda pediu que eu subisse e aguardasse. Era um corredor frio. Esperei alguns minutos lendo (Ordem da Fênix) e por fim a psicóloga e a Assistente Social vieram. Nós tornamos a descer e fomos até o fim do corredor, onde comecei a fazer algumas piadas (eita válvula de escape).
A sala era composta de uma mesa de escritório, com cadeiras em ambos os lados. Elas se sentaram bem de frente a mim, se apresentaram e pediram alguns dados pessoais. Depois disso disseram que era uma conversa, que eu não deveria ficar nervoso e tudo o mais (até parece que eu iria conseguir rs).
Elas pediram que eu falasse de mim, e eu não soube muito bem por onde começar. Quando comecei, falando sobre a vontade de ser pai, elas iam aproveitando os ganchos do que eu dizia para fazer outras perguntas.
Falei de paternidade, infância, mudança de casa, meus pais, meu trabalho, meus afilhados e terminamos falando da minha homossexualidade. Nossa, eu gesticulei demais (até acertei os dedos na mesa, doeu) e engasgava em algumas palavras. Realmente bateu um certo nervosismo.
Curiosamente elas disseram que eu me soltei muito mais depois que falei sobre ser homossexual, apesar de eu realmente não me preocupar em nenhum momento que isso fosse um empecilho.
Acabamos marcando a próxima entrevista (será que posso chamar assim?) para a próxima quarta-feira, 13h30.
Quando saí da sala, vi que elas agoram iam conversar sobre mim.
Enfim, não ouso dizer que fui maravilhoso na entrevista, o nervosismo atrapalhou bastante, e estou até um pouquinho chateado por não conseguir dizer as coisas da maneira que queria. Mas sei que é passageiro, e nos próximos encontros eu vou me soltar mais.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Primeiro Presente
Hoje a Nilva (grande amiga e pessoa abençoada que trabalha na cozinha da escola) me surpreendeu com um presente para meu futuro filho!
Ela disse que foi na loja comprar um presente para uma outra criança, mas que se apaixonou por esse fusca e queria dá-lo a alguém, então resolveu presentear antecipadamente meu filhote... Fiquei extremamente feliz, achei uma coisa muito legal, e nunca vou me esquecer que foi ela quem deu o primeiro presente do meu filho. :D
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Convocado!
Hoje parecia um dia comum... cheguei do trabalho e passei na mãe para levar o carro deles para trocar o escapamento. Fiz algumas coisas no centro da cidade e esperei um tempão na oficina (com a pressão caindo e voltando, sem saber por quê). Por fim trouxe o carro de volta e desci para minha casa.
Quando cheguei, fui direto ao jardim ver se os girassóis já haviam brotado (sim, haviam, junto com várias outras moitinhas que acredito ser a tal flor Capitão que a mãe deu) e só então fui a caixa de correio, sem esperar por nada. Quando a abri, vi dois folhetos de dentista, e logo por baixo um papel pardo dobrado, escrito "Comparecer Robson Môro". Já desconfiei na hora e abri o papel. Era uma convocação de comparecimento à Equipe Técnica Psicossocial, nessa sexta-feira, às 13h30.
Entrei em casa e dei um grito de felicidade... não esperava essa convocação tão rápido. Na hora liguei para a mãe e contei, muito feliz...
Agora só aguardar a sexta-feira para a possível entrevista com as psicólogas e as assistentes sociais.
Muito, muito empolgado! :D
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Segundo Dia do Curso
Hoje fizemos a última parte do curso. A Equipe do fórum foi maravilhosa mais uma vez, e tudo transcorreu tão rápido que, quando vi, já eram 17 horas...
Começamos falando da experiência anterior e sobre as reflexões que fizemos nesse período. Depois assistimos um vídeo com depoimentos sobre pais que adotaram (a maioria adoções tardias), e foi muito bacana ver a experiência de todos.
Continuamos então o jogo das questões (batata quente), que gerou mais discussões do o primeiro dia. Eu estava bem falante e expus minha opinião em vários assuntos. Muito, mas muito bacana. Só me incomodou alguma falas que mostraram, claramente, uma certa resistência (não sei se dá para chamar de preconceito) ao homossexual.

Em seguida, após o café, elas disponibilizaram uma série de materiais para que "construíssemos" nosso filho vindouro. No início tentei detalhar o meu, mas cheguei a conclusão de que eu não deveria esperar muito, pois essa criança já traria uma história, personalidade e bagagem própria. Então fiz o meu o mais básico possível, querendo dizer que era só aquilo que importava, um menino entre 2 e 4 anos. Nem mesmo rosto coloquei. Depois fiquei olhando para aquele boneco e me veio uma emoção, uma espécie de antecipação, já imaginando meu filho comigo...
Um casal do meu lado simplesmente pegou um novelo de lã, simbolizando que aquela criança já viria pronta, mas eles não saberiam como seria e tals... O que me deixou meio bolado com eles é que eles ficaram reparando no de todo mundo, e durante todo o curso, sempre que alguém falava ou tinha alguma atitude eles ficavam comentando, achando graça e tudo o mais... não gosto muito de gente assim.
Na roda de conversa fui o primeiro a falar, e a Beatriz (psicóloga) me questionou sobre o motivo de eu querer especificamente um menino, principalmente por eu dizer que o nome "Patrick" vem muito à minha mente quando penso no garoto. Expliquei sobre acreditar na necessidade maior da presença da mãe para a menina, e de minha identificação e desejo mesmo de ter um filho. Ela pareceu satisfeita com a resposta.
Após isso ouvimos uma música muito bonita (eu me emocionei um pouco com ela):
Por fim cada um de nós falou um pouco sobre o que tinha mudado depois do curso, e eu expus novamente sobre a tranquilidade que ele me deixou com relação ao processo, e parabenizei a equipe pelas reflexões (que não foram poucas) propostas.
Enfim, o curso foi maravilhoso, não me importaria de ter mais dias de curso. Serviu para muita reflexão, e com toda a certeza reafirmação do meu desejo de ser pai. E mais ainda, saí emocionado e ciente de como adotar, ser pai, é importante para mim, é meu objetivo de vida.
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