sexta-feira, 10 de abril de 2015

Segundo Dia do Curso

Hoje fizemos a última parte do curso. A Equipe do fórum foi maravilhosa mais uma vez, e tudo transcorreu tão rápido que, quando vi, já eram 17 horas...

Começamos falando da experiência anterior e sobre as reflexões que fizemos nesse período. Depois assistimos um vídeo com depoimentos sobre pais que adotaram (a maioria adoções tardias), e foi muito bacana ver a experiência de todos.

Continuamos então o jogo das questões (batata quente), que gerou mais discussões do o primeiro dia. Eu estava bem falante e expus minha opinião em vários assuntos. Muito, mas muito bacana. Só me incomodou alguma falas que mostraram, claramente, uma certa resistência (não sei se dá para chamar de preconceito) ao homossexual.


Em seguida, após o café, elas disponibilizaram uma série de materiais para que "construíssemos" nosso filho vindouro. No início tentei detalhar o meu, mas cheguei a conclusão de que eu não deveria esperar muito, pois essa criança já traria uma história, personalidade e bagagem própria. Então fiz o meu o mais básico possível, querendo dizer que era só aquilo que importava, um menino entre 2 e 4 anos. Nem mesmo rosto coloquei. Depois fiquei olhando para aquele boneco e me veio uma emoção, uma espécie de antecipação, já imaginando meu filho comigo... 


Um casal do meu lado simplesmente pegou um novelo de lã, simbolizando que aquela criança já viria pronta, mas eles não saberiam como seria e tals... O que me deixou meio bolado com eles é que eles ficaram reparando no de todo mundo, e durante todo o curso, sempre que alguém falava ou tinha alguma atitude eles ficavam comentando, achando graça e tudo o mais... não gosto muito de gente assim.


Na roda de conversa fui o primeiro a falar, e a Beatriz (psicóloga) me questionou sobre o motivo de eu querer especificamente um menino, principalmente por eu dizer que o nome "Patrick" vem muito à minha mente quando penso no garoto. Expliquei sobre acreditar na necessidade maior da presença da mãe para a menina, e de minha identificação e desejo mesmo de ter um filho. Ela pareceu satisfeita com a resposta.

Após isso ouvimos uma música muito bonita (eu me emocionei um pouco com ela): 






Por fim cada um de nós falou um pouco sobre o que tinha mudado depois do curso, e eu expus novamente sobre a tranquilidade que ele me deixou com relação ao processo, e parabenizei a equipe pelas reflexões (que não foram poucas) propostas.


Enfim, o curso foi maravilhoso, não me importaria de ter mais dias de curso. Serviu para muita reflexão, e com toda a certeza reafirmação do meu desejo de ser pai. E mais ainda, saí emocionado e ciente de como adotar, ser pai, é importante para mim, é meu objetivo de vida.

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