sábado, 28 de fevereiro de 2015

Hiato

E com tudo entregue, agora meu celular fica ligado o tempo todo, sem que eu ouse colocar no silencioso.

É claro que a Joana me disse que entre ela entregar os documentos e a primeira ligação foram cinco meses, mas é só meu celular tocar com um número desconhecido que eu corro feito louco de onde estiver para atender...

ai ai ai....

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Entrando Com o Processo

Enfim os feriados de Carnaval se vão e eu posso voltar a levantar os documentos necessários. Na sexta-feira eu faltei da escola (era Planejamento, mas eu pretendia pegar um atestado médico) e fui ao PSF me consultar com a médica.

A foto escolhida para o processo
Depois de alguma espera (e dores nas costas), eu fui atendido. Expliquei para ela o que queria (o atestado de sanidade física e mental) e, para minha surpresa, ela não queria dar o de sanidade mental, mas sim me encaminhar para um psicóloga! Isso iria demorar meses, então eu disse a ela que o pessoal do fórum havia dito ser um documento simples, dado pelo clínico geral mesmo, porque eu ainda passaria pelo psicólogo da equipe ténica do Juiz... Ela pareceu meio contrariada, mas fez a declaração (ufa...). Como estava um pouco sem graça de ter ido alí só para pegar uma declaração, pedi uma bateria de exames de sangue também, como check up (que, no fim das contas, não vou fazer pois os dias de tirar sangue coincidem com meus dias de aulas, e não quero faltar novamente).

Ela não me deu o atestado para o dia todo, então vou acabar tendo que abonar na escola mesmo.

Saí do PSF e fui ao centro revelar as fotos. Visitei minha mãe, peguei os documentos em casa (é serio, levei dez minutos ponderando sobre a conta de telefone, pois ela estava amassada) e voltei ao centro para os xérox necessários. Peguei as fotos e fui, triunfante ao Fórum!

E fui barrado pelo segurança. 

Após gaguejar um pouco tentando explicar o que queria ao segurança, ele me disse que o fórum só abria ao público após o 12h30... Então fui para casa e retornei às 13h. 

A moça foi atenciosa como sempre, separando meus documentos conforme a lista pedia, até que pegou a Declaração de Sanidade Física e Mental... Ela olhou e foi para outra sala, eu fiquei tenso pensando que talvez não serviria e tals... mas enfim ela voltou com folhas A4 para colar, porque a Declaração era pequena e não tinha como arquivar no projeto. Ela fez o mesmo com as fotos (após eu explicar minhas dúvidas sobre que cara eu faria na foto, e rirmos disso) e me explicou que agora aquilo tudo se tornaria um processo e em breve o pessoal da equipe técnica do juiz ligaria para mim.

Saí de lá ansioso, e agora estou aqui, de plantão com o celular. Não desligo ele por nada! ~risos~

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Dilema da Foto

Dentre os vários documentos solicitados no cadastro, há a exigência de fotos da casa e do pretendente à adoção. Quem diria que isso seria um dilema.

As fotos da casa foram tranquilas, fotografei cada cômodo mais uma foto da frente. Tive problemas na hora de tirar a minha foto... Afinal, que cara faz um pretendente à adoção?

Aproveitei que o Bruno estava em casa e pedi para ele tirar as fotos para mim. Escolhi uma camiseta polo (transmite seriedade, eu acho ~risos~) e comecei a fazer expressões. Não sabia se ficava sério, sorria, entortava o rosto, gargalhava... foram muitas fotos, e por fim terminei com seis aqui que não sei escolher...

Amanhã pedirei opinião para o pessoal da escola... mas tem uma ali, em que eu olho sério com um sorrisinho, que acho que já vou eliminar, pois se parece muito com uma expressão que um psicopata faria... O.O

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dando o primeiro passo

Agora, morando sozinho, eu estou pronto para a paternidade.


Planejava começar após o carnaval, mas fui aconselhado pela Joana (que já havia passado por esse processo de inscrição e aguarda agora na fila por seu bebê) a já ir ao Fórum levantar os documentos necessários.


Passei o dia ansioso, por mais simples que fosse isso, porque significava o início de tudo, o primeiro passo, a fecundação de minha gravidez, por assim dizer.

Por fim saí da escola e fui, todo solícito, ao Fórum. A moça foi bem clara e explicou muito bem todo o processo. Inicialmente falava muito em "o Sr. e sua esposa"... por fim acho que caiu a ficha e ela resolver perguntar. Não houve absolutamente nenhum tipo de reação quando disse que era uma adoção por pai solteiro. Achei isso muito bom.

Peguei a lista e os formulários e fui para casa. Dentre vários, eu necessitava de um Atestado de Sanidade Física e Mental... liguei para a Joana, que disse ter feito o seu no postinho de Vitória Brasil. Desliguei o telefone e desci no PSF do bairro e fiz meu cadastro, para poder tirar uma guia e passar pelo médico.

Hoje, fui à Justiça Federal e peguei meu atestado de antecedentes criminais. Aproveitei e fiz a segunda via de minha Certidão de Nascimento, pois na lista de documentos pedia uma versão recente.

No fim a lista de documentos está me saindo mais simples do que parecia. Só me falta preencher os formulários, tirar os xerox dos documentos pessoais e pegar o Atestado de Sanidade Física e Mental (que alguns alunos insistiram que vai dar algum tipo de loucura ~risos~) semana que vem.



Prólogo III - Saindo de Casa, Saindo de mim

Seguiu-se então um período nebuloso, mas feliz. Percebi que precisaria apertar, e muito, minhas contas. Eu precisava guardar muito dinheiro para montar uma casa.

Curiosamente, sempre achei um pouco impossível que eu conseguisse montar uma casa, mas assim que percebi que precisava disso para a adoção, passou a ser algo tão fácil que me surpeeendi.

Passei o ano juntando dinheiro. Abri mão de algumas coisas, mas ao mesmo tempo o novo controle financeiro me permitiu, por exemplo, viajar outras duas vezes para São Paulo com minha mãe. Eu estava aprendendo a administrar minhas finanças. Vendi muitas coisas que deixaram de ter importância, como minha coleção de miniaturas e vários livros. Meu foco era outro.

Além disso, passei por outras transformações. Eu queria saúde para poder cuidar de meu filho, e passei a me preocupar mais comigo mesmo. Em um esforço de cerca de oito meses, eu me corrigi minha alimentação e eliminei 19 kg, tudo em nome dessa criança que estaria por vir. Aproveitei para me livrar de alguns hábitos ruins, como roer unhas, por exemplo. Mesmo tendo uma recaída às vezes (em especial por conta de stress), eliminei vários pequenos comportamentos ruins que eu trazia desde a infância.


Com o tempo, minha mãe passou a aceitar a situação como um todo, meu pai parecia feliz com o rumo que eu estava tomando (apesar de não ser muito a favor de adoção) e eu estava muito ansioso, tanto para montar minha casa quanto para, posteriormente, ter meu filho.

E eu sentia, como comentei com o Placídio (um grande amigo), que essa criança existia em algum lugar. Eu parecia sentir que alguém, destinado a ser meu filho, estava por aí, já nascida, só me esperando. Foi uma sensação muito forte, que se estendeu por meses.

Os meses foram passando, e por fim a reforma da casa começou. Confesso que foi um período conturbado. Problemas de comunicação com meu pai (que estava pagando quase toda a reforma), problemas financeiros (pois tive que investir mais do que esperava), uma leve melancolia pelos meus últimos dias com os pais, estresse com a compra dos móveis... Não foi um período fácil, mas foi um período de gratas surpresas.

Meus alunos fizeram um chá de cozinha para mim... minha mãe me acompanhou em boa parte das compras da casa... eu passei a me ver muito mais amadurecido do que antes...

Enfim, dia 16 de janeiro de 2015, o pintor entregou as chaves. A casa estava terminada. Usei o fim de semana para limpar tudo (com a ajuda da mãe e do Bruno) e iniciar a mudança. Na segunda, 19, os móveis que estavam nas lojas chegaram, e eu iniciei a arrumação. O Bruno ficou comigo quase a semana toda, me ajudando todos os dias. Por fim, eu havia me mudado.

Confesso que o início foi difícil. Não me sentia em casa, tinha saudades de meus pais, a casa era estranha... Mas fui entrando nos eixos, me acostumando, transformando-a em um lar.

Pois é, foi um ano incrível. O ano em que, verdadeiramente, o menino de 28 anos se tornou um Homem. Eu amadureci, me valorizei, acreditei em mim e me coloquei à prova.

E eu estava pronto. Pronto para ser pai.


Prólogo II - Fazendo o necessário

Após decidir que a adoção era o próximo passo em minha vida, eu ainda não sabia se poderia adotar mesmo morando na casa dos meus pais, por isso procurei minha prima, Bia, formada em Assistência Social.

Após uma conversa muito feliz regada a leite batido com Tang, ela me garantiu que, desde que eu provasse ser capaz de me sustentar e estar com meus pais por mera conveniência, havia sim a possibilidade de eu conseguir a adoção. Mas ela me questionou sobre como eu me sentia morando com meus pais: Um adulto ou ainda um filho?

Enquanto isso, em casa, eu tentava tornar o assunto pertinente com minha mãe, que ainda se esquivava. Até que, em uma de nossas conversas enquanto ela cozinhava e eu lavava a louça, ela soltou que talvez não estava preparada para ter uma criança em casa novamente. Dentre várias coisas, ficou claro que seria um problema trazer um neto para dentro de sua casa.

Isso me atingiu muito forte. Naquele mesmo dia, eu não dormi, andei pelas ruas da cidade pensando até quase 4 horas da manhã... E cheguei à conclusão que sim, se eu queria ser pai, eu precisava sair de casa. Mesmo porque eu não queria meus pais interferindo na educção do meu filho, coisa que sei que, principalmente meu pai, fariam.

Foi uma semana estranha, eu fiquei um pouco deprê com toda a situação e minha mãe não digeriu bem a ideia de sair de casa. Falei com meu pai que gostaria de, no final do ano, alugar a outra casa (onde cresci até os 15 anos). E, ao contrário do que eu pensava, ele topou de imediato. Então precisei sentar e refletir tudo o que precisava fazer. Seria um longo caminho a preparação para sair de casa.