quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Prólogo II - Fazendo o necessário

Após decidir que a adoção era o próximo passo em minha vida, eu ainda não sabia se poderia adotar mesmo morando na casa dos meus pais, por isso procurei minha prima, Bia, formada em Assistência Social.

Após uma conversa muito feliz regada a leite batido com Tang, ela me garantiu que, desde que eu provasse ser capaz de me sustentar e estar com meus pais por mera conveniência, havia sim a possibilidade de eu conseguir a adoção. Mas ela me questionou sobre como eu me sentia morando com meus pais: Um adulto ou ainda um filho?

Enquanto isso, em casa, eu tentava tornar o assunto pertinente com minha mãe, que ainda se esquivava. Até que, em uma de nossas conversas enquanto ela cozinhava e eu lavava a louça, ela soltou que talvez não estava preparada para ter uma criança em casa novamente. Dentre várias coisas, ficou claro que seria um problema trazer um neto para dentro de sua casa.

Isso me atingiu muito forte. Naquele mesmo dia, eu não dormi, andei pelas ruas da cidade pensando até quase 4 horas da manhã... E cheguei à conclusão que sim, se eu queria ser pai, eu precisava sair de casa. Mesmo porque eu não queria meus pais interferindo na educção do meu filho, coisa que sei que, principalmente meu pai, fariam.

Foi uma semana estranha, eu fiquei um pouco deprê com toda a situação e minha mãe não digeriu bem a ideia de sair de casa. Falei com meu pai que gostaria de, no final do ano, alugar a outra casa (onde cresci até os 15 anos). E, ao contrário do que eu pensava, ele topou de imediato. Então precisei sentar e refletir tudo o que precisava fazer. Seria um longo caminho a preparação para sair de casa.


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